Quinta-feira, Fevereiro 05, 2004
PÉROLAS DE CULTURA
Venus era uma deusa maneta que viveu na Mitologia.
Entre os cientistas mais famosos do século XIX, destacam-se: Pasteur, que inventou a raiva; Koch, criador do bacilo da tuberculose; e Madame Curie, que descobriu a radiodifusão.
Depois do 5 de Outubro, os reis de Portugal passaram a chamar-se «presidentes da República».
Robespierre era um terrorista da esquerda que passou à história com o nome de «O Terror».
A Pérsia tornou-se famosa, antes de Khomeny, pelos seus tapetes e gatos siameses.
Eduardo III não foi rei de França porque sua mãe era uma mulher, o que estava em desacordo com a «Lei Sálica».
Volt, voltagem e voltímetro são palavras com origem no nome de Voltaire, o grande sábio francês que inventou a electricidade.
Os cavalos de Tróia foram a raça cavalar mais em voga durante a alta antiguidade.
Garibaldi, à frente do seu exército revolucionário, violou o Papa e as Duas Cecílias.
Enterrados sob o Arco do Triunfo, repousam, lado a lado, Napoleão e a Marselhesa.
Venus era uma deusa maneta que viveu na Mitologia.
Entre os cientistas mais famosos do século XIX, destacam-se: Pasteur, que inventou a raiva; Koch, criador do bacilo da tuberculose; e Madame Curie, que descobriu a radiodifusão.
Depois do 5 de Outubro, os reis de Portugal passaram a chamar-se «presidentes da República».
Robespierre era um terrorista da esquerda que passou à história com o nome de «O Terror».
A Pérsia tornou-se famosa, antes de Khomeny, pelos seus tapetes e gatos siameses.
Eduardo III não foi rei de França porque sua mãe era uma mulher, o que estava em desacordo com a «Lei Sálica».
Volt, voltagem e voltímetro são palavras com origem no nome de Voltaire, o grande sábio francês que inventou a electricidade.
Os cavalos de Tróia foram a raça cavalar mais em voga durante a alta antiguidade.
Garibaldi, à frente do seu exército revolucionário, violou o Papa e as Duas Cecílias.
Enterrados sob o Arco do Triunfo, repousam, lado a lado, Napoleão e a Marselhesa.
A PAPISA JOANA
No século XI, morto o Papa LEÃO IV, ocorreu uma das maiores broncas da história da Igreja com a subida ao sólio pontifício da papisa JOANA, que, além de mulher e (ao que dizem) um belo pedaço, era bastante dada à cambalhota. Após uma vida aventureira, JOANA ascendeu ao mais alto grau da dignidade eclesiástica e governou a cristandade durante dois anos, sempre disfarçada de homem e tomando nome de João VIII, mas acabou por ser desmascarada em circunstâncias dramáticas. Grávida de um jovem cardeal, morreu com as dores do parto no meio duma cerimónia religiosa, dando à luz uma criança que os padres, que a rodeavam, logo ali estrangularam, para não perder tempo, enterrando-a secretamente com a mãe. Uma bela escandaleira, como se calcula... E que, entre outras consequências, deu origem à famigerada «prova da cadeira furada» a que se prestaram os futuros papas, antes da consagração, sentando-se na referida cadeira com as pernas abertas e os hábitos pontificais desabotoados, a fim de mostrar aos bispos e cardeais presentes a prova da sua virilidade. Depois de dois diáconos (1) terem apalpado o pénis e os testículos do candidato – assegurando, através do tacto, que os olhos não eram iludidos – davam testemunho aos presentes proclamando em voz alta: «Temos papa!»; ao que os altos dignitários respondiam : «Deo gratias».
(1) maricas, supomos.
No século XI, morto o Papa LEÃO IV, ocorreu uma das maiores broncas da história da Igreja com a subida ao sólio pontifício da papisa JOANA, que, além de mulher e (ao que dizem) um belo pedaço, era bastante dada à cambalhota. Após uma vida aventureira, JOANA ascendeu ao mais alto grau da dignidade eclesiástica e governou a cristandade durante dois anos, sempre disfarçada de homem e tomando nome de João VIII, mas acabou por ser desmascarada em circunstâncias dramáticas. Grávida de um jovem cardeal, morreu com as dores do parto no meio duma cerimónia religiosa, dando à luz uma criança que os padres, que a rodeavam, logo ali estrangularam, para não perder tempo, enterrando-a secretamente com a mãe. Uma bela escandaleira, como se calcula... E que, entre outras consequências, deu origem à famigerada «prova da cadeira furada» a que se prestaram os futuros papas, antes da consagração, sentando-se na referida cadeira com as pernas abertas e os hábitos pontificais desabotoados, a fim de mostrar aos bispos e cardeais presentes a prova da sua virilidade. Depois de dois diáconos (1) terem apalpado o pénis e os testículos do candidato – assegurando, através do tacto, que os olhos não eram iludidos – davam testemunho aos presentes proclamando em voz alta: «Temos papa!»; ao que os altos dignitários respondiam : «Deo gratias».
(1) maricas, supomos.
ACONTECEU EM FEVEREIRO
2 de Fevereiro de 1938
- Dá a sua primeira queca, numa casa de putas de Krakow, o jovem Karol Wojtila, que viria a ser o papa João Paulo II. Tendo-se rompido a camisa de Venus, que nesse tempo eram fabricadas pela Michelin, ficou tão traumatizado, com receio de apanhar uma blenorragia, que não só nunca mais fodeu com camisa como proibiu esse artefacto a todos os católicos, proibição que ainda hoje se mantém.
4 de Fevereiro de 1872
- Maria Severa completa 15 anos e a madrinha põe-na a fazer o trottoir entre a rua da Palma e o Intendente.
5 de Fevereiro de 1930
- O Beato Padre Cruz faz o seu primeiro milagre, conseguindo que o rápido Lisboa Porto, onde viaja, chegue à tabela a S. Bento.
6 de Fevereiro de 1993
- A conhecida astróloga Maya prevê, com dez anos de antecedência, que prestigiadas figuras do nosso jetset seriam incomodados pela polícia por causa dos prostitutos da Casa Pia.
8 de Fevereiro de 1148
- Entra em Lisboa e começa a frequentar os bares do Cais do Sodré, um playboy nortenho de nome Afonso Henriques que, entre as raparigas, ficou conhecido por «O Conquistador».
12 de Fevereiro de 1939
- Na presença do Prof. Salazar, é cantada, em S. Bento, pelas alunas do Liceu Maria Amália, a hilariante marcha da Mocidade Portuguesa «Lá Vamos Cantando e Rindo», que também faz rir o sisudo ditador.
15 de Fevereiro de 1385
- Seis séculos antes de Pinto da Costa, o grande Nuno Álvares Pereira consegue seleccionar e mentalizar a sua equipa e vence brilhantemente os espanhóis em Aljubarrota.
17 de Fevereiro de 1412
- Depois de um violento assédio sexual, Romeu consegue meter-se na cama de Julieta, tirando-lhe os três, com grande desgosto das famílias de ambos. Mal imaginavam os jovens amantes que essa foda lhes iria custar a própria vida.
20 de Fevereiro dé 2.285 (antes de Cristo)
- Tur-Akon, faraó do Egipto, tem o famoso sonho das vacas magras e das vacas loucas.
21 de Fevereiro de 1928
- Eva Duarte, conhecida como Evita, vai para a cama, pela primeira vez, com o coronel Juan Perón numa casa de putas de Los Toldos e pega-lhe uma camada de chatos argentinos, os mais assanhados da América do Sul.
26 de Fevereiro de 1940
- È atribuido a Adolfo Hitler, pela sua justa luta contra o imperialismo judeu, o «Prémio Lenine da Paz»
2 de Fevereiro de 1938
- Dá a sua primeira queca, numa casa de putas de Krakow, o jovem Karol Wojtila, que viria a ser o papa João Paulo II. Tendo-se rompido a camisa de Venus, que nesse tempo eram fabricadas pela Michelin, ficou tão traumatizado, com receio de apanhar uma blenorragia, que não só nunca mais fodeu com camisa como proibiu esse artefacto a todos os católicos, proibição que ainda hoje se mantém.
4 de Fevereiro de 1872
- Maria Severa completa 15 anos e a madrinha põe-na a fazer o trottoir entre a rua da Palma e o Intendente.
5 de Fevereiro de 1930
- O Beato Padre Cruz faz o seu primeiro milagre, conseguindo que o rápido Lisboa Porto, onde viaja, chegue à tabela a S. Bento.
6 de Fevereiro de 1993
- A conhecida astróloga Maya prevê, com dez anos de antecedência, que prestigiadas figuras do nosso jetset seriam incomodados pela polícia por causa dos prostitutos da Casa Pia.
8 de Fevereiro de 1148
- Entra em Lisboa e começa a frequentar os bares do Cais do Sodré, um playboy nortenho de nome Afonso Henriques que, entre as raparigas, ficou conhecido por «O Conquistador».
12 de Fevereiro de 1939
- Na presença do Prof. Salazar, é cantada, em S. Bento, pelas alunas do Liceu Maria Amália, a hilariante marcha da Mocidade Portuguesa «Lá Vamos Cantando e Rindo», que também faz rir o sisudo ditador.
15 de Fevereiro de 1385
- Seis séculos antes de Pinto da Costa, o grande Nuno Álvares Pereira consegue seleccionar e mentalizar a sua equipa e vence brilhantemente os espanhóis em Aljubarrota.
17 de Fevereiro de 1412
- Depois de um violento assédio sexual, Romeu consegue meter-se na cama de Julieta, tirando-lhe os três, com grande desgosto das famílias de ambos. Mal imaginavam os jovens amantes que essa foda lhes iria custar a própria vida.
20 de Fevereiro dé 2.285 (antes de Cristo)
- Tur-Akon, faraó do Egipto, tem o famoso sonho das vacas magras e das vacas loucas.
21 de Fevereiro de 1928
- Eva Duarte, conhecida como Evita, vai para a cama, pela primeira vez, com o coronel Juan Perón numa casa de putas de Los Toldos e pega-lhe uma camada de chatos argentinos, os mais assanhados da América do Sul.
26 de Fevereiro de 1940
- È atribuido a Adolfo Hitler, pela sua justa luta contra o imperialismo judeu, o «Prémio Lenine da Paz»
Nos últimos tempos tem-se assistido a uma subida progressiva das minissaias e a uma descida dos decotes.
Nos últimos tempos as estatísticas dizem-nos que há cada vez mais mortes por ataques cardíacos.
Terão, estes dois factos, relação entre si?
Nos últimos tempos as estatísticas dizem-nos que há cada vez mais mortes por ataques cardíacos.
Terão, estes dois factos, relação entre si?
A RETOMA
Se o senhor Durão Barroso acreditasse em Deus e fosse católico praticante, poderíamos ainda ter esperança de que a tão falada Retoma Económica nos fosse servida, de bandeja, pelo Todo Poderoso.
Infelizmente isso não acontece por ele ser ateu, mesmo que vá a Roma lamber a mão ao Sumo Pontífice. Pode enganar o Papa com o seu patuá, mas Deus não se deixa enganar tão facilmente.
Se o senhor Durão Barroso acreditasse em Deus e fosse católico praticante, poderíamos ainda ter esperança de que a tão falada Retoma Económica nos fosse servida, de bandeja, pelo Todo Poderoso.
Infelizmente isso não acontece por ele ser ateu, mesmo que vá a Roma lamber a mão ao Sumo Pontífice. Pode enganar o Papa com o seu patuá, mas Deus não se deixa enganar tão facilmente.
COMO É QUE AINDA TEMOS VONTADE DE FORNICAR?
Com a passagem da ditadura à democracia, os portugueses evoluiram muito. Em especial no que toca à desinibição e às amplas liberdades sexuais. Pode dizer-se, sem risco de errar, que, apesar do cagaço da sida, os portugueses fornicam 10 vezes mais do que antes do 25 de Abril e sem que tal aumento tenha a ver com um reforço das relações conjugais. Bem pelo contrário, já que o matrimónio é uma instituição em crise. Agora já não se fode a legítima. Agora, fode-se com o patrão, com os colegas de escola ou de escritório, com os namorados e os ex-namorados, com o patrão, com os amigos do marido ou as amigas da mulher, com o vizinho ou a vizinha do lado, com o tipo que se encosta no autocarro, com a gaja que nos exibe o coxame, no café.
Até na missa se engata para ir foder.
Nesse aspecto, estamos, pois, à vontade e nada invejamos aos nossos parceiros comunitários... mas há um mistério, no meio disto, que bem gostávamos de entender: como é que, ganhando nós metade do que ganha um grego, 3 vezes menos do que um espanhol, 6 vezes menos do que um francês e 7 a 10 vezes menos do que um alemão, um suíço ou um dinamarquês; como é que, reduzidos a tal miséria e indignidade... ainda nos sobra vigor e vontade para fornicar?
Com a passagem da ditadura à democracia, os portugueses evoluiram muito. Em especial no que toca à desinibição e às amplas liberdades sexuais. Pode dizer-se, sem risco de errar, que, apesar do cagaço da sida, os portugueses fornicam 10 vezes mais do que antes do 25 de Abril e sem que tal aumento tenha a ver com um reforço das relações conjugais. Bem pelo contrário, já que o matrimónio é uma instituição em crise. Agora já não se fode a legítima. Agora, fode-se com o patrão, com os colegas de escola ou de escritório, com os namorados e os ex-namorados, com o patrão, com os amigos do marido ou as amigas da mulher, com o vizinho ou a vizinha do lado, com o tipo que se encosta no autocarro, com a gaja que nos exibe o coxame, no café.
Até na missa se engata para ir foder.
Nesse aspecto, estamos, pois, à vontade e nada invejamos aos nossos parceiros comunitários... mas há um mistério, no meio disto, que bem gostávamos de entender: como é que, ganhando nós metade do que ganha um grego, 3 vezes menos do que um espanhol, 6 vezes menos do que um francês e 7 a 10 vezes menos do que um alemão, um suíço ou um dinamarquês; como é que, reduzidos a tal miséria e indignidade... ainda nos sobra vigor e vontade para fornicar?
SAUDADE DAS CASAS DE PUTAS
Há dias a televisão mostrou mais uma eleição de misses e as meninas lá surgiram exibindo as suas carnes todas parecidas umas com as outras e sem nada de especial para o conhecedor exigente.
Embora sem qualquer interesse, quer estético, quer erótico, este programa teve, pelo menos uma coisa a seu favor: lembrou-nos as velhas casas de putas de antigamente.
Quem é que – sendo desse tempo e vendo agora desfilar umas gajinhas insípidas, a quem não apetecia dar sequer uma foda rápida – se não recorda do ambiente típico, castiço, dessas antigas casas, monumentos ao sexo e que vendiam produto de boa qualidade, diversificado, para todos os gostos?
Ali não se impingia gato por lebre. Era impossível. O cliente cheirava, apalpava, tirava a prova. E se era enganado não voltava tão depressa enquanto o mercado lhe oferecesse artigo de melhor qualidade. E Lisboa tinha muito por onde escolher, desde o famoso 100 da Rua do Mundo (com preços diferentes no 1 ° e 2° andares) até à Madame Blanche na Rua da Glória (cona, cu e broche), passando pelo 142 da Rua Diário de Notícias, o 5 da Rua da Barroca, o 8 da Travessa da Água da Flor, a Madame Calado, ao Rossio, casa fina e cara (onde iam os ministros e directores gerais), até às casas no Intendente, na Mouraria (para operários) na Rua Luciano Cordeiro (para mangas de alpaca)... e por aí a fora.
Recordamos a respeitabilidade, a ordem burguesa ali pontificando. Eram lugares sacralizados, com tradições e cerimonial mantidos a preceito: as boas vindas, denunciando a categoria do cliente, o bater das palmas com que a «patroa» ordenava «Meninas à sala», a expectativa gerada nos clientes, finalmente o desfile. Lá vinham elas, em fila indiana, exibindo as suas coxas e as suas mamas, fazendo as poses que mais lhe favoreciam os encantos, recebendo elogios da «patroa» que ia sublinhando a firmeza da mama, o aveludado da pele, a perfeição da coxa, o roliço da anca.
E os apresentadores destes modernos desfiles de mulheres, na TV, que são os concursos de beleza, que é que elogiam? Nada. Afinal eles não podem sublinhar nenhum atractivo, nenhuma diferença, porque elas, misses, são todas iguais: como que de plástico. Nem sequer realçam as qualidades profissionais das meninas. O cliente (espectador) não fica a conhecer as suas habilidades sexuais, os gostos, o temperamento, as taras na cama. Quando muito dizem que a menina gosta de cinema, de andar a cavalo, de ver televisão e que o seu sonho é ser modelo. Ora bolas.
Outro senão nestes desfiles de misses é que nunca se fala em preços – coisa que nas velhas casa de putas era primordial. Jogava-se limpo. O cliente não podia queixar-se de ter sido enganado.
E, enquanto que estas misses dos desfiles são todas iguais, estereotipadas, copiadas a papel químico, nas velhas casas de tias havia para todos os gostos: gordas e magras, altas e baixas, novas e velhas, até zarolhas, coxas e desdentadas. Enfim, o cliente, por mais exigente (e depravado) que fosse, tinha por onde escolher. Não havia tara que o cliente tivesse, por mais insólito e extravagante, que não tivesse ali o seu contraponto.
Estes reparos não visam desencorajar os concursos de beleza da TV. De modo algum. O que é preciso é introduzir-lhe outra dinâmica, como agora se diz. Que o ambiente seja recriado com mais realismo e com alguém que desempenhe convincentemente o papel de «patroa». Que tenha imaginação e saiba pôr o produto em evidência.
Não, leitor, isto não é sentimentalismo gagá nem libidinosa morbidez. Os velhos bordeis são património e fazê-los reviver para os jovens, que já os encontraram fechados por um controverso decreto-lei é um acto de cultura.
Daí que tanto nos empenhemos, atrevendo-nos a sugerir um nome: por que não convidar a imaginosa e dinâmica Tereza Guilherme para futuras apresentações das misses na TV ? Ela, melhor do que ninguém, desempenharia a preceito a rábula das antigas «patroas», com o Herman José a fazer o papel daquela bichona que havia sempre nas casas de putas a levar ao quarto os paninhos e o jarro de água quente para o bidé. A Tereza conhece o artigo como poucas, daria boa conta do encargo. Pois, a sugerir cenas eróticas, taras invulgares, posiçõs que nem o Kamasutra ou o Marquês de Sade, não conhecemos melhor. Os espectadores agradeceriam e a televisão empochava mais umas massas, que é o que querem os patronos do Canais TV.
Há dias a televisão mostrou mais uma eleição de misses e as meninas lá surgiram exibindo as suas carnes todas parecidas umas com as outras e sem nada de especial para o conhecedor exigente.
Embora sem qualquer interesse, quer estético, quer erótico, este programa teve, pelo menos uma coisa a seu favor: lembrou-nos as velhas casas de putas de antigamente.
Quem é que – sendo desse tempo e vendo agora desfilar umas gajinhas insípidas, a quem não apetecia dar sequer uma foda rápida – se não recorda do ambiente típico, castiço, dessas antigas casas, monumentos ao sexo e que vendiam produto de boa qualidade, diversificado, para todos os gostos?
Ali não se impingia gato por lebre. Era impossível. O cliente cheirava, apalpava, tirava a prova. E se era enganado não voltava tão depressa enquanto o mercado lhe oferecesse artigo de melhor qualidade. E Lisboa tinha muito por onde escolher, desde o famoso 100 da Rua do Mundo (com preços diferentes no 1 ° e 2° andares) até à Madame Blanche na Rua da Glória (cona, cu e broche), passando pelo 142 da Rua Diário de Notícias, o 5 da Rua da Barroca, o 8 da Travessa da Água da Flor, a Madame Calado, ao Rossio, casa fina e cara (onde iam os ministros e directores gerais), até às casas no Intendente, na Mouraria (para operários) na Rua Luciano Cordeiro (para mangas de alpaca)... e por aí a fora.
Recordamos a respeitabilidade, a ordem burguesa ali pontificando. Eram lugares sacralizados, com tradições e cerimonial mantidos a preceito: as boas vindas, denunciando a categoria do cliente, o bater das palmas com que a «patroa» ordenava «Meninas à sala», a expectativa gerada nos clientes, finalmente o desfile. Lá vinham elas, em fila indiana, exibindo as suas coxas e as suas mamas, fazendo as poses que mais lhe favoreciam os encantos, recebendo elogios da «patroa» que ia sublinhando a firmeza da mama, o aveludado da pele, a perfeição da coxa, o roliço da anca.
E os apresentadores destes modernos desfiles de mulheres, na TV, que são os concursos de beleza, que é que elogiam? Nada. Afinal eles não podem sublinhar nenhum atractivo, nenhuma diferença, porque elas, misses, são todas iguais: como que de plástico. Nem sequer realçam as qualidades profissionais das meninas. O cliente (espectador) não fica a conhecer as suas habilidades sexuais, os gostos, o temperamento, as taras na cama. Quando muito dizem que a menina gosta de cinema, de andar a cavalo, de ver televisão e que o seu sonho é ser modelo. Ora bolas.
Outro senão nestes desfiles de misses é que nunca se fala em preços – coisa que nas velhas casa de putas era primordial. Jogava-se limpo. O cliente não podia queixar-se de ter sido enganado.
E, enquanto que estas misses dos desfiles são todas iguais, estereotipadas, copiadas a papel químico, nas velhas casas de tias havia para todos os gostos: gordas e magras, altas e baixas, novas e velhas, até zarolhas, coxas e desdentadas. Enfim, o cliente, por mais exigente (e depravado) que fosse, tinha por onde escolher. Não havia tara que o cliente tivesse, por mais insólito e extravagante, que não tivesse ali o seu contraponto.
Estes reparos não visam desencorajar os concursos de beleza da TV. De modo algum. O que é preciso é introduzir-lhe outra dinâmica, como agora se diz. Que o ambiente seja recriado com mais realismo e com alguém que desempenhe convincentemente o papel de «patroa». Que tenha imaginação e saiba pôr o produto em evidência.
Não, leitor, isto não é sentimentalismo gagá nem libidinosa morbidez. Os velhos bordeis são património e fazê-los reviver para os jovens, que já os encontraram fechados por um controverso decreto-lei é um acto de cultura.
Daí que tanto nos empenhemos, atrevendo-nos a sugerir um nome: por que não convidar a imaginosa e dinâmica Tereza Guilherme para futuras apresentações das misses na TV ? Ela, melhor do que ninguém, desempenharia a preceito a rábula das antigas «patroas», com o Herman José a fazer o papel daquela bichona que havia sempre nas casas de putas a levar ao quarto os paninhos e o jarro de água quente para o bidé. A Tereza conhece o artigo como poucas, daria boa conta do encargo. Pois, a sugerir cenas eróticas, taras invulgares, posiçõs que nem o Kamasutra ou o Marquês de Sade, não conhecemos melhor. Os espectadores agradeceriam e a televisão empochava mais umas massas, que é o que querem os patronos do Canais TV.
Nada melhor para manter a felicidade
conjugal do que cometer adultério.
Esta tese que há muito vimos defendendo nos nossos escritos, mas que ninguém toma a sério por nos faltar um mínimo de credibilidade, é agora defendida por estudiosos de prestígio,
Chegaram, finalmente, à conclusão de que as facadas no matrimónio o defendem e solidificam (alem de proporcionarem gozos adicionais apreciáveis, acrescentamos nós). Que foder outra mulher é, por vezes, a única saída para uma situação de impasse conjugal, dado o perigo que representa para a nossa saúde mental viver na monotonia amorosa. Ter amante ou amantes, em alternativa ao divórcio e abandono do lar, é uma prova de amor à sua mulher e de fidelidade ao seu casamento. A figura do «fiel-infiel» ganha assim a dimensão que merece e sempre lhe foi negada.
É claro que isto pode estar em conflito com os costumes e a (i)moralidade vigente mas a verdade é que o casamento raras vezes é abalado pelo adultério. Pelo contrário: quase sempre é rejuvenescido.
Importante, também, é que a mulher dê passos seguros nesse sentido; que vá foder com outro (ou outros), quando já não lhe apeteça fazê-lo com o marido, e que isso não aconteça por vício (a despeito do prazer adquirido em tal prática, lembramos) mas porque, sendo o amor necessário à vida, a infidelidade se imponha como única opção para que o casamento não vá por água abaixo.
E quando as coisas se passam entre pessoas civilizadas, sem preconceitos e capazes de assumir, a dois, uma crise conjugal em processo de agravamento, melhor ainda. Para evitar a penosa separação e a perda de um amor talvez insubstituível, a solução (evidente!) é cada um ir fornicar para o seu lado, sem as mentiras nem a hipocrisia das escapadelas. Quando se atinge este grau de entendimento, o casal está finalmente preparado para uma vida sem equívocos, agressões e traumas afectivos.
E, de vez em quando, se a coisa apetecer, até podem dar uma queca que não lhes fará mal nenhum, desde que essa queca não altere o «stato quo».
conjugal do que cometer adultério.
Esta tese que há muito vimos defendendo nos nossos escritos, mas que ninguém toma a sério por nos faltar um mínimo de credibilidade, é agora defendida por estudiosos de prestígio,
Chegaram, finalmente, à conclusão de que as facadas no matrimónio o defendem e solidificam (alem de proporcionarem gozos adicionais apreciáveis, acrescentamos nós). Que foder outra mulher é, por vezes, a única saída para uma situação de impasse conjugal, dado o perigo que representa para a nossa saúde mental viver na monotonia amorosa. Ter amante ou amantes, em alternativa ao divórcio e abandono do lar, é uma prova de amor à sua mulher e de fidelidade ao seu casamento. A figura do «fiel-infiel» ganha assim a dimensão que merece e sempre lhe foi negada.
É claro que isto pode estar em conflito com os costumes e a (i)moralidade vigente mas a verdade é que o casamento raras vezes é abalado pelo adultério. Pelo contrário: quase sempre é rejuvenescido.
Importante, também, é que a mulher dê passos seguros nesse sentido; que vá foder com outro (ou outros), quando já não lhe apeteça fazê-lo com o marido, e que isso não aconteça por vício (a despeito do prazer adquirido em tal prática, lembramos) mas porque, sendo o amor necessário à vida, a infidelidade se imponha como única opção para que o casamento não vá por água abaixo.
E quando as coisas se passam entre pessoas civilizadas, sem preconceitos e capazes de assumir, a dois, uma crise conjugal em processo de agravamento, melhor ainda. Para evitar a penosa separação e a perda de um amor talvez insubstituível, a solução (evidente!) é cada um ir fornicar para o seu lado, sem as mentiras nem a hipocrisia das escapadelas. Quando se atinge este grau de entendimento, o casal está finalmente preparado para uma vida sem equívocos, agressões e traumas afectivos.
E, de vez em quando, se a coisa apetecer, até podem dar uma queca que não lhes fará mal nenhum, desde que essa queca não altere o «stato quo».
PEDOFILIA
Numa aldeia perdida entre as serras de Trás-os-Montes, o silêncio da tarde foi cortado por gemidos que vinham de uma das poucas casas que compunham o povoado. Uma vizinha aproximou-se, entreabriu a porta, entrou e ficou estarrecida com o espectáculo.
Aos seus gritos de socorro acudiram várias pessoas, que ainda viram uma menina de 14 anos, não mais, debaixo de um facínora, de calças abaixadas. O delito era evidente. Mais tarde, uma brigada da GNR deteve o «energúmeno».
Claro que é absolutamente indigno de um homem (um marmanjo de 30 anos ou mais) andar a comer uma menina de tão tenra idade, embora ela já tivesse belas maminhas e outros não menos apetecíveis predicados – sobre isso, todos de acordo. E, se quisermos ser ponderados e justos, devemos ter em conta certas atenuantes. Tais como:
1 - que um indivíduo desempregado e em nefasta ociosidade, tem necessidade de ocupar o tempo com alguma coisa – aí, a responsabilidade cabe, portanto, ao surto de desemprego que assola o País; à D. Manuela e ao Bagão, em última análise
2 - que a falta de trabalho não implica falta de tusa, mas quase sempre falta de massas. Ora, como sem massas nãohá putas, compreende-se que um desempregado sem escrúpulos e dominado pelos mais baixos instintos seja capaz de tal abominação para os satisfazer;
3 - que a D. Manuela só tem mandado os portugueses apertar o cinto. Não os manda apertar a braguilha;
4 - que a miúda em questão, interrogada sobre as razões porque não se opôs, fugiu ou gritou, declarou, com certo à-vontade, já estar habituada a tais arremetidas, que até lhe davam um certo gozo... «Quer dizer que já foste muitas vezes abusada?» – «Não, abusada nunca fui. Graças a Deus só tenho sido usada»;
5 - que sempre houve tarados por borrachinhos e nem todos os que foram apanhados a comê-los acabaram presos e taxados de «energúmenos». Por vezes continuaram a desempenhar altos cargos (ministros, deputados, jornalistas, médicos, diplomatas, etc), como tem sido abundantemente noticiado pela TV.
6 -. que, ultimamente, os órgãos de comunicação social não se têm ocupado de outro assunto, o que pode ter influenciado o pobre «energúmeno» de Trás-os-Montes que também quis ver como era. Teve foi azar.
7 - No meio disto tudo só devemos enaltecer a boa acção da diligente vizinha que deu o alarme, pondo termo à rebaldaria que ia na casa do lado. Se houvesse muitas e muitos como ela, não teríamos chegado a este estado de perdição em que o País está submerso... e tem feito esquecer o ciclo de miséria que o Povo atravessa.
Numa aldeia perdida entre as serras de Trás-os-Montes, o silêncio da tarde foi cortado por gemidos que vinham de uma das poucas casas que compunham o povoado. Uma vizinha aproximou-se, entreabriu a porta, entrou e ficou estarrecida com o espectáculo.
Aos seus gritos de socorro acudiram várias pessoas, que ainda viram uma menina de 14 anos, não mais, debaixo de um facínora, de calças abaixadas. O delito era evidente. Mais tarde, uma brigada da GNR deteve o «energúmeno».
Claro que é absolutamente indigno de um homem (um marmanjo de 30 anos ou mais) andar a comer uma menina de tão tenra idade, embora ela já tivesse belas maminhas e outros não menos apetecíveis predicados – sobre isso, todos de acordo. E, se quisermos ser ponderados e justos, devemos ter em conta certas atenuantes. Tais como:
1 - que um indivíduo desempregado e em nefasta ociosidade, tem necessidade de ocupar o tempo com alguma coisa – aí, a responsabilidade cabe, portanto, ao surto de desemprego que assola o País; à D. Manuela e ao Bagão, em última análise
2 - que a falta de trabalho não implica falta de tusa, mas quase sempre falta de massas. Ora, como sem massas nãohá putas, compreende-se que um desempregado sem escrúpulos e dominado pelos mais baixos instintos seja capaz de tal abominação para os satisfazer;
3 - que a D. Manuela só tem mandado os portugueses apertar o cinto. Não os manda apertar a braguilha;
4 - que a miúda em questão, interrogada sobre as razões porque não se opôs, fugiu ou gritou, declarou, com certo à-vontade, já estar habituada a tais arremetidas, que até lhe davam um certo gozo... «Quer dizer que já foste muitas vezes abusada?» – «Não, abusada nunca fui. Graças a Deus só tenho sido usada»;
5 - que sempre houve tarados por borrachinhos e nem todos os que foram apanhados a comê-los acabaram presos e taxados de «energúmenos». Por vezes continuaram a desempenhar altos cargos (ministros, deputados, jornalistas, médicos, diplomatas, etc), como tem sido abundantemente noticiado pela TV.
6 -. que, ultimamente, os órgãos de comunicação social não se têm ocupado de outro assunto, o que pode ter influenciado o pobre «energúmeno» de Trás-os-Montes que também quis ver como era. Teve foi azar.
7 - No meio disto tudo só devemos enaltecer a boa acção da diligente vizinha que deu o alarme, pondo termo à rebaldaria que ia na casa do lado. Se houvesse muitas e muitos como ela, não teríamos chegado a este estado de perdição em que o País está submerso... e tem feito esquecer o ciclo de miséria que o Povo atravessa.