Quarta-feira, Outubro 29, 2003
CORRUPÇÃO LEGAL E CORRUPÇÃO ILEGAL
O português tem o feio hábito de dizer mal de tudo e já no tempo do professor Salazar era aquele chavascal oposicionista contra a corrupção que obrigou o «Botas» a criar a PIDE para meter a maralha nos eixos, como os mais velhos devem estar lembrados.
Hoje o PS também tem essa mania e acusa o Dr. Durão Barroso de proteger uns em prejuízo de outros e deixar que a corrupção campeie desenfreada.
Isto só vem provar que a história se repete e que, em qualquer dos casos, o fantasma da corrupção é omnipresente. Tal como Deus, está em toda a parte e não há que fugir-lhe.
Mas, atenção! é preciso distinguir:
Há dois tipos bem diversos de corrupção: a corrupção legal e a corrupção ilegal.
Se o merceeiro nos rouba no peso das batatas, é corrupto, assim como o nosso sócio quando falsifica as contas da firma para nos lesar. Sobre um e sobre outro deve cair a Justiça com todo o seu peso. Mas quando a corrupção é feita ao mais alto nível, entre os políticos que, nessa altura estão no poleiro, já é corrupção legal e a Justiça não tem nada que cheirar, nem o Governo, nem o Parlamento, nem o Procurador Geral da República e, muito menos, a Polícia. Isto porquê? – Porque esses actos corruptos são cometidos por homens mandatados pelo Povo Soberano para agirem como melhor entenderem e usarem o País como se coisa sua fosse. Queiramos ou não, os únicos responsáveis por essas roubalheiras são os próprios roubados, ou seja o Zé Votante. A maioria dos Zés Votantes, para sermos mais precisos. Só ao Zé podemos, em teoria, pedir satisfações e nunca aos corruptos homens no Poder a quem o Zé Pacóvio passou procuração para o lixarem dentro da mais estrita e perfeita legalidade.
O português tem o feio hábito de dizer mal de tudo e já no tempo do professor Salazar era aquele chavascal oposicionista contra a corrupção que obrigou o «Botas» a criar a PIDE para meter a maralha nos eixos, como os mais velhos devem estar lembrados.
Hoje o PS também tem essa mania e acusa o Dr. Durão Barroso de proteger uns em prejuízo de outros e deixar que a corrupção campeie desenfreada.
Isto só vem provar que a história se repete e que, em qualquer dos casos, o fantasma da corrupção é omnipresente. Tal como Deus, está em toda a parte e não há que fugir-lhe.
Mas, atenção! é preciso distinguir:
Há dois tipos bem diversos de corrupção: a corrupção legal e a corrupção ilegal.
Se o merceeiro nos rouba no peso das batatas, é corrupto, assim como o nosso sócio quando falsifica as contas da firma para nos lesar. Sobre um e sobre outro deve cair a Justiça com todo o seu peso. Mas quando a corrupção é feita ao mais alto nível, entre os políticos que, nessa altura estão no poleiro, já é corrupção legal e a Justiça não tem nada que cheirar, nem o Governo, nem o Parlamento, nem o Procurador Geral da República e, muito menos, a Polícia. Isto porquê? – Porque esses actos corruptos são cometidos por homens mandatados pelo Povo Soberano para agirem como melhor entenderem e usarem o País como se coisa sua fosse. Queiramos ou não, os únicos responsáveis por essas roubalheiras são os próprios roubados, ou seja o Zé Votante. A maioria dos Zés Votantes, para sermos mais precisos. Só ao Zé podemos, em teoria, pedir satisfações e nunca aos corruptos homens no Poder a quem o Zé Pacóvio passou procuração para o lixarem dentro da mais estrita e perfeita legalidade.
Sexta-feira, Outubro 24, 2003
Político que ladra, só não morde se não puder.
A UTILIDADE DOS PRESOS
Dado que o Dr.Santana Lopes projecta construir grandes túneis em Lisboa, para andarem os automóveis, e as obras nunca mais arrancam (por falta de verba? Por falta de pessoal?) admiramo-nos que o Presidente da Câmara, (homem de ideias) não se tenha lembrado ainda de, para o efeito, utilizar a mão de obra especializada dos presos (que são cada vez em maior número neste país infestado de cateiristas, corruptos e pedófilos).
Como se sabe, os presos são exímios na escavação de passagens subterrâneas para se pirar das cadeias.
Aqui deixamos a sugestão ao sr.Presidente e às empresas encarregadas dos trabalhos. Por um lado, aceleravam-se as morosas obras, por outro, ocupavam-se os presos num trabalho honesto e tanto do seu agrado, tirando-os das cadeias, onde vicejam os vícios, e metendo-os no interior de túneis onde se sentiriam realizados, entretidos e satisfeitos.
Dado que o Dr.Santana Lopes projecta construir grandes túneis em Lisboa, para andarem os automóveis, e as obras nunca mais arrancam (por falta de verba? Por falta de pessoal?) admiramo-nos que o Presidente da Câmara, (homem de ideias) não se tenha lembrado ainda de, para o efeito, utilizar a mão de obra especializada dos presos (que são cada vez em maior número neste país infestado de cateiristas, corruptos e pedófilos).
Como se sabe, os presos são exímios na escavação de passagens subterrâneas para se pirar das cadeias.
Aqui deixamos a sugestão ao sr.Presidente e às empresas encarregadas dos trabalhos. Por um lado, aceleravam-se as morosas obras, por outro, ocupavam-se os presos num trabalho honesto e tanto do seu agrado, tirando-os das cadeias, onde vicejam os vícios, e metendo-os no interior de túneis onde se sentiriam realizados, entretidos e satisfeitos.
AS SEXÓLOGAS
Na intenção de ajudar as mulheres a gozar sexualmente, anda por aí uma quantidade de sexólogas, cada qual com suas receitas e mesinhas cuja eficiência não está muito comprovada.
Grande parte das mulheres frígidas não se preocupa muito em o ser. Apenas receiam, isso sim, que o marido arranje outra gaja mais quentinha para fornicar.
E assim, aconselhadas por amigas, simulam o orgasmo: gemem, gritam, rosnam, saltam, torcem-se e esgadanham o parceiro, enquanto perguntam a si próprias: «Quando é que este porco sairá de cima de mim?»
E deve ser uma chatice, realmente, repetir esta palhaçada todas as noites (ou mesmo que seja uma vez por semana) mas ter um marido ainda dá muito jeito para certas coisas...
Por isso apareceram recentemente as chamadas conselheiras sexuais que querem à viva força que a mulher goze, que suba ao sétimo céu, que chegue ao orgasmo. E nessa guerra vale tudo. Se a masturbação ajuda, masturbem-se. Se dá resultado exibir a pachacha, exibam-na sem pudor. Se for preciso soltar os palavrões mais obscenos, soltem-nos. Se quiserem que o marido lhe friccione o clitóris, peçam-lho se rebuço. É o conselho das sexólogas. Mas cremos que se os maridos, amantes e machos fornicadores tiverem de dar-se ao trabalho suplementar de friccionar o clitóris de todas as gajas com quem se deitam, o acto sexual perde muitos praticantes e adeptos. Não vemos nenhum marido, por mais dedicado e prestável, que aceite andar trinta ou quarenta anos a coçar o clitóris à mulher. Uma vez por graça, ainda vá; por obrigação, nem pensar.
Mas como as sexólogas são profissionais do sexo (no mais nobre sentido da expressão, entenda-se) querem ganhar a vidinha e recomendam às senhoras ou meninas vítimas da frigidez e aos casais com fraco rendimento sexual que vão às consultas de sexologia (levando dinheiro para pagar, claro) pois há um variado leque de respostas ou receitas para os problemas mais complexos. Como seja:
Não foder. Em vez disso dar preferência a outras modalidades, até aqui tidas por «poucas vergonhas»... e que dão direito a pesada penitência se as pacientes são católicas e vão contar ao padre as porcarias que andam a fazer na cama.
Praticar massagens em certas zonas do corpo onde isso apetece. Ora bem, essa receita qualquer patego a conhece. O apalpão e os jogos de mão são tão velhos como o sexo. Não é preciso pagar a uma sexóloga para lho explicar.
Estimulação pela via oral. Etc. Etc.
Não sabemos se nos consultórios das sexólogas existe pessoal competente e adestrado para exemplificações práticas no treino do «bobó» ou «sexo oral», o que achamos imprescindível.
Já agora, uma recomendação à leitora: fuja das sexólogas, mesmo que ande em baixo sexualmente. Vai-se-lhe o resto da tusa.
E às senhoras e meninas frígidas aconselhamos, primeiro que tudo, a darem umas penachadas à Pai Adão com quem saiba do ofício e tenha os pertences necessários e no sítio. Talvez o problema delas resida, afinal, em que foram sempre mal fodidas.
Na intenção de ajudar as mulheres a gozar sexualmente, anda por aí uma quantidade de sexólogas, cada qual com suas receitas e mesinhas cuja eficiência não está muito comprovada.
Grande parte das mulheres frígidas não se preocupa muito em o ser. Apenas receiam, isso sim, que o marido arranje outra gaja mais quentinha para fornicar.
E assim, aconselhadas por amigas, simulam o orgasmo: gemem, gritam, rosnam, saltam, torcem-se e esgadanham o parceiro, enquanto perguntam a si próprias: «Quando é que este porco sairá de cima de mim?»
E deve ser uma chatice, realmente, repetir esta palhaçada todas as noites (ou mesmo que seja uma vez por semana) mas ter um marido ainda dá muito jeito para certas coisas...
Por isso apareceram recentemente as chamadas conselheiras sexuais que querem à viva força que a mulher goze, que suba ao sétimo céu, que chegue ao orgasmo. E nessa guerra vale tudo. Se a masturbação ajuda, masturbem-se. Se dá resultado exibir a pachacha, exibam-na sem pudor. Se for preciso soltar os palavrões mais obscenos, soltem-nos. Se quiserem que o marido lhe friccione o clitóris, peçam-lho se rebuço. É o conselho das sexólogas. Mas cremos que se os maridos, amantes e machos fornicadores tiverem de dar-se ao trabalho suplementar de friccionar o clitóris de todas as gajas com quem se deitam, o acto sexual perde muitos praticantes e adeptos. Não vemos nenhum marido, por mais dedicado e prestável, que aceite andar trinta ou quarenta anos a coçar o clitóris à mulher. Uma vez por graça, ainda vá; por obrigação, nem pensar.
Mas como as sexólogas são profissionais do sexo (no mais nobre sentido da expressão, entenda-se) querem ganhar a vidinha e recomendam às senhoras ou meninas vítimas da frigidez e aos casais com fraco rendimento sexual que vão às consultas de sexologia (levando dinheiro para pagar, claro) pois há um variado leque de respostas ou receitas para os problemas mais complexos. Como seja:
Não foder. Em vez disso dar preferência a outras modalidades, até aqui tidas por «poucas vergonhas»... e que dão direito a pesada penitência se as pacientes são católicas e vão contar ao padre as porcarias que andam a fazer na cama.
Praticar massagens em certas zonas do corpo onde isso apetece. Ora bem, essa receita qualquer patego a conhece. O apalpão e os jogos de mão são tão velhos como o sexo. Não é preciso pagar a uma sexóloga para lho explicar.
Estimulação pela via oral. Etc. Etc.
Não sabemos se nos consultórios das sexólogas existe pessoal competente e adestrado para exemplificações práticas no treino do «bobó» ou «sexo oral», o que achamos imprescindível.
Já agora, uma recomendação à leitora: fuja das sexólogas, mesmo que ande em baixo sexualmente. Vai-se-lhe o resto da tusa.
E às senhoras e meninas frígidas aconselhamos, primeiro que tudo, a darem umas penachadas à Pai Adão com quem saiba do ofício e tenha os pertences necessários e no sítio. Talvez o problema delas resida, afinal, em que foram sempre mal fodidas.
OS AMERICANOS PRESERVAM A SUA HISTÓRIA
Foi recentemente exibida no «National Gallery», Washington DC, a carpete da Sala Oval da Casa Branca onde a prestável Monica Lewinsky chupou, pela primeira vez a pila do Presidente Clinton.
Os americanos preservam, não só os monumentos, como os objectos que fazem parte da sua História.
Em Portugal, alguém se lembrou de pôr no Museu das Janelas Verdes o bidé onde Madre Paula de Odivelas se refrescava antes das reais fodas com D.João V ?
Ou a cadeira de onde caiu o «Manholas? Ou a secretária onde o Arquitecto Taveira enrabava a fina flor das damas do nosso jet-set?
Somos um país que não preserva as suas memórias. O que nos vale é termos o Prof. Hermano Saraiva que, desenterra esses factos históricos, à primeira vista insignificantes, mas que talvez tenham tanta importância como a descoberta do Brasil ou a primeira viagem à Índia.
Foi recentemente exibida no «National Gallery», Washington DC, a carpete da Sala Oval da Casa Branca onde a prestável Monica Lewinsky chupou, pela primeira vez a pila do Presidente Clinton.
Os americanos preservam, não só os monumentos, como os objectos que fazem parte da sua História.
Em Portugal, alguém se lembrou de pôr no Museu das Janelas Verdes o bidé onde Madre Paula de Odivelas se refrescava antes das reais fodas com D.João V ?
Ou a cadeira de onde caiu o «Manholas? Ou a secretária onde o Arquitecto Taveira enrabava a fina flor das damas do nosso jet-set?
Somos um país que não preserva as suas memórias. O que nos vale é termos o Prof. Hermano Saraiva que, desenterra esses factos históricos, à primeira vista insignificantes, mas que talvez tenham tanta importância como a descoberta do Brasil ou a primeira viagem à Índia.
Domingo, Outubro 19, 2003
Socialmente Correcto
Publicou-se, há tempos,um livreco duma tal Bobone (ou Bobó?), espécie de manual de etiqueta e civilidade, que deixa muito a desejar. Primeiro porque certas regras que sugere estão mais que ultrapassadas. Aconselhar, por exemplo, as senhoras a não porem palitos em cima da mesa parece-nos redundante pois todas elas sabem que o melhor local para por os palitos é na testa dos maridos. O livro está cheio destes conselhos supérfluos e, sobre muitas situações do dia a dia, nem uma palavra. Como comportar-se o cavalheiro numa noite de núpcias? Que atitude deve tomar uma menina quando se prepara para ser desflorada? Deve fazê-lo simplesmente ou usar de alguma cerimónia? Que roupa íntima deve vestir? Entra logo em todas as variantes das práticas sexuais, como ensina o KamaSutra, ou oferece apenas «parte dos seus encantos»? Que etiqueta deve usar o homem numa casa de putas? E numa casa de massagens?
Gostaríamos de lá ver tratados assuntos destes, práticos e úteis, pois às senhoras, em geral, o que menos interessa é saber que «deve colocar a colher na mesa com a parte côncava virada para cima». É mais útil que aprenda se, ela própria, na cama com o namorado, deve colocar-se virada para cima ou virada para baixo.
Publicou-se, há tempos,um livreco duma tal Bobone (ou Bobó?), espécie de manual de etiqueta e civilidade, que deixa muito a desejar. Primeiro porque certas regras que sugere estão mais que ultrapassadas. Aconselhar, por exemplo, as senhoras a não porem palitos em cima da mesa parece-nos redundante pois todas elas sabem que o melhor local para por os palitos é na testa dos maridos. O livro está cheio destes conselhos supérfluos e, sobre muitas situações do dia a dia, nem uma palavra. Como comportar-se o cavalheiro numa noite de núpcias? Que atitude deve tomar uma menina quando se prepara para ser desflorada? Deve fazê-lo simplesmente ou usar de alguma cerimónia? Que roupa íntima deve vestir? Entra logo em todas as variantes das práticas sexuais, como ensina o KamaSutra, ou oferece apenas «parte dos seus encantos»? Que etiqueta deve usar o homem numa casa de putas? E numa casa de massagens?
Gostaríamos de lá ver tratados assuntos destes, práticos e úteis, pois às senhoras, em geral, o que menos interessa é saber que «deve colocar a colher na mesa com a parte côncava virada para cima». É mais útil que aprenda se, ela própria, na cama com o namorado, deve colocar-se virada para cima ou virada para baixo.
FERNANDO PESSOA
Sabe-se hoje que o poeta Fernando Pessoa era muito forreta. Bebia bagaço por ser mais barato que o whisky ou o conhaque (o que iria provocar-lhe a famigerada cirrose)...e, quando ia às putas do Bairro Alto, levava sempre os amigos, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis, fornicado os quatro pelo preço de um... até que o truque foi descoberto pela patroa da casa.
Sabe-se hoje que o poeta Fernando Pessoa era muito forreta. Bebia bagaço por ser mais barato que o whisky ou o conhaque (o que iria provocar-lhe a famigerada cirrose)...e, quando ia às putas do Bairro Alto, levava sempre os amigos, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis, fornicado os quatro pelo preço de um... até que o truque foi descoberto pela patroa da casa.
TALVEZ NÃO SAIBA...
...que a Vénus de Milo nunca abria os braços aos amantes. Limitava-se a abrir-lhes as pernas.
...que a Vénus de Milo nunca abria os braços aos amantes. Limitava-se a abrir-lhes as pernas.
Os homens pequenos são, em geral, apaixonados e fornicadores. Têm o coração mais perto do sexo.
CRISTÃOS E MUÇULMANOS
Há mais de mil anos que cristãos e muçulmanos se odeiam de morte e por isso milhões de inocentes foram trucidados nas suas guerras. Mas, se um dia chegam a entender-se, como é que irão liquidar os ateus? Cortando-lhes a cabeça à maneira muçulmana ou assam-nos numa fogueira à maneira do Santo Ofício?
Há mais de mil anos que cristãos e muçulmanos se odeiam de morte e por isso milhões de inocentes foram trucidados nas suas guerras. Mas, se um dia chegam a entender-se, como é que irão liquidar os ateus? Cortando-lhes a cabeça à maneira muçulmana ou assam-nos numa fogueira à maneira do Santo Ofício?
Em defesa da classe
A ideia antiga de que as senhoras ou meninas solteiras são virgens, castas e virtuosas está completamente ultrapassada e a sua nova condição de livres fornicadoras foi muito bem aceite socialmente. Portanto fornicar à grande e à francesa e com diversos machos é seu privilégio, embora haja muita mulher casada que, por gostar de variar, também vai à luta.
Só as putas a tempo inteiro se queixam, prejudicadas pela concorrência, como é natural. E, enquanto não tiverem um sindicato que lhes defenda os direitos, estão bem tramadas!
Criem-se pois, já, as associações de classe: o PS (Putas Sindicalizadas) ou o PSD (Putas Sindicalizadas em Democracia) ou o PP (Putas e Paneleiros) ou o PCP (Putas, Cabrões e Panascas). Mas sem direito a greve, claro.
A ideia antiga de que as senhoras ou meninas solteiras são virgens, castas e virtuosas está completamente ultrapassada e a sua nova condição de livres fornicadoras foi muito bem aceite socialmente. Portanto fornicar à grande e à francesa e com diversos machos é seu privilégio, embora haja muita mulher casada que, por gostar de variar, também vai à luta.
Só as putas a tempo inteiro se queixam, prejudicadas pela concorrência, como é natural. E, enquanto não tiverem um sindicato que lhes defenda os direitos, estão bem tramadas!
Criem-se pois, já, as associações de classe: o PS (Putas Sindicalizadas) ou o PSD (Putas Sindicalizadas em Democracia) ou o PP (Putas e Paneleiros) ou o PCP (Putas, Cabrões e Panascas). Mas sem direito a greve, claro.
Quinta-feira, Outubro 16, 2003
Como é que ainda temos vontade de fornicar?!
Nem tudo está perdido. Há uma actividade em que os portugueses são os melhores da Europa: no truca-truca
Com a passagem da ditadura à democracia, os portugueses evoluiram muito. Em especial no que toca à desinibição e às amplas liberdades sexuais adquiridas. Pode dizer-se, sem risco de errar, que apesar do cagaço da sida os portugueses fornicam 20 vezes mais do que antes do 25 de Abril e sem que tal aumento tenha a ver com um reforço das relações conjugais. Bem pelo contrário, já que o matrimónio é uma instituição em crise.
Agora, fode-se é com o patrão, com os colegas de escola ou de escritório, com os namorados e os ex-namorados, com os amigos do marido ou as amigas da mulher, com o vizinho ou a vizinha do lado, de cima ou de baixo, com o tipo que se encosta no autocarro, com a gaja que nos faz olhinhos ou exibe o coxame, no café. Até na missa se engata e não pouco.
Nesse aspecto, estamos, pois, à vontade, na Europa, e nada invejamos aos nossos parceiros comunitários... mas há um mistério no meio disto que bem gostávamos de entender: como é que, ganhando nós metade do que ganha um grego, 3 vezes menos do que um espanhol, 6 vezes menos do que um francês e 7 a 10 vezes menos do que um alemão, um suíço ou um dinamarquês; como é que reduzidos a tal miséria e indignidade... ainda nos sobra vigor e vontade para fornicar?
Nem tudo está perdido. Há uma actividade em que os portugueses são os melhores da Europa: no truca-truca
Com a passagem da ditadura à democracia, os portugueses evoluiram muito. Em especial no que toca à desinibição e às amplas liberdades sexuais adquiridas. Pode dizer-se, sem risco de errar, que apesar do cagaço da sida os portugueses fornicam 20 vezes mais do que antes do 25 de Abril e sem que tal aumento tenha a ver com um reforço das relações conjugais. Bem pelo contrário, já que o matrimónio é uma instituição em crise.
Agora, fode-se é com o patrão, com os colegas de escola ou de escritório, com os namorados e os ex-namorados, com os amigos do marido ou as amigas da mulher, com o vizinho ou a vizinha do lado, de cima ou de baixo, com o tipo que se encosta no autocarro, com a gaja que nos faz olhinhos ou exibe o coxame, no café. Até na missa se engata e não pouco.
Nesse aspecto, estamos, pois, à vontade, na Europa, e nada invejamos aos nossos parceiros comunitários... mas há um mistério no meio disto que bem gostávamos de entender: como é que, ganhando nós metade do que ganha um grego, 3 vezes menos do que um espanhol, 6 vezes menos do que um francês e 7 a 10 vezes menos do que um alemão, um suíço ou um dinamarquês; como é que reduzidos a tal miséria e indignidade... ainda nos sobra vigor e vontade para fornicar?
Domingo, Outubro 05, 2003
Se um panasca assumido sente alguma atracção por mulheres, poderá dizer-se que é um lésbico?
MILAGRE?Ali para os lados de Fátima, há um lago que começa a ser famoso. Dizem curar quem lá toma banho, mercê das virtudes da Virgem.
Embora não haja muitas testemunhas dessas curas, uma, pelo menos, foi presenciada por dezenas de pessoas. Um paralítico, numa cadeira de rodas, foi empurrado até junto da água e inadvertidamente, como o declive era grande, deslizou para dentro do lago sem que ninguém desse por isso. Homem e cadeira mergulharam completamente, tomando-se muito difícil tirá-los de lá. Quando o conseguiram, o homem estava morto, afogado, não se sabendo, portanto, se a paralisia foi curada mas... mas os pneus da cadeira de rodas ficaram novos em folha.
MILAGRE?Ali para os lados de Fátima, há um lago que começa a ser famoso. Dizem curar quem lá toma banho, mercê das virtudes da Virgem.
Embora não haja muitas testemunhas dessas curas, uma, pelo menos, foi presenciada por dezenas de pessoas. Um paralítico, numa cadeira de rodas, foi empurrado até junto da água e inadvertidamente, como o declive era grande, deslizou para dentro do lago sem que ninguém desse por isso. Homem e cadeira mergulharam completamente, tomando-se muito difícil tirá-los de lá. Quando o conseguiram, o homem estava morto, afogado, não se sabendo, portanto, se a paralisia foi curada mas... mas os pneus da cadeira de rodas ficaram novos em folha.
OS POLÍTICOS NÃO SÃO UNS MALANDROS!
O Senhor Presidente da República disse, há dias, que o povo português considera, de uma maneira geral e simplista, os nossos políticos como uma cambada de malandros, o que é profundamente injusto pois eles são todos, (ou quase todos) honestíssimas pessoas.
Concordamos plenamente e, pela nossa parte, temos imenso respeito e admiração pelos políticos, pois eles têm muito trabalho a dirigir este barco onde navegamos (ou naufragamos).
A sua vida é bem difícil. E nós como lhes pagamos? Dizendo cobras e lagartos das suas roubalheiras e tráfico de influências, acusando-os de chegarem de mãos a abanar e, agora, possuírem mansões, apartamentos Jaguares, quintas em Sintra, barcos, amantes e antiguidades.
Todos queremos saber como e onde foram, os gajos, cavar a massa para tudo isso. Em suma: crucificamo-los, unicamente porque eles tiveram a inteligência e a arte de juntar aquele belo pé-de-meia... a que gostaríamos de chamar nosso. É injusto, convenhamos. Antes de mais, porque o político novo rico fica manchado pela má fama. Depois, porque roubar, desviar ou traficar influências tem os seus riscos , dá trabalho e dores de cabeça; obrigou-o, inclusive, a abrir contas na Suíça para esconder o cacau, enquanto nós depositamos o (pouco), que temos, pacatamente, na dependência da esquina da Caixa Geral de Depósitos. Deixemo-Ios em paz, leitor, não sejamos invejosos.
Se os políticos adivinhassem as chatices que iam ter, preferiam continuar pobrezinhos mas honrados.
O Senhor Presidente da República disse, há dias, que o povo português considera, de uma maneira geral e simplista, os nossos políticos como uma cambada de malandros, o que é profundamente injusto pois eles são todos, (ou quase todos) honestíssimas pessoas.
Concordamos plenamente e, pela nossa parte, temos imenso respeito e admiração pelos políticos, pois eles têm muito trabalho a dirigir este barco onde navegamos (ou naufragamos).
A sua vida é bem difícil. E nós como lhes pagamos? Dizendo cobras e lagartos das suas roubalheiras e tráfico de influências, acusando-os de chegarem de mãos a abanar e, agora, possuírem mansões, apartamentos Jaguares, quintas em Sintra, barcos, amantes e antiguidades.
Todos queremos saber como e onde foram, os gajos, cavar a massa para tudo isso. Em suma: crucificamo-los, unicamente porque eles tiveram a inteligência e a arte de juntar aquele belo pé-de-meia... a que gostaríamos de chamar nosso. É injusto, convenhamos. Antes de mais, porque o político novo rico fica manchado pela má fama. Depois, porque roubar, desviar ou traficar influências tem os seus riscos , dá trabalho e dores de cabeça; obrigou-o, inclusive, a abrir contas na Suíça para esconder o cacau, enquanto nós depositamos o (pouco), que temos, pacatamente, na dependência da esquina da Caixa Geral de Depósitos. Deixemo-Ios em paz, leitor, não sejamos invejosos.
Se os políticos adivinhassem as chatices que iam ter, preferiam continuar pobrezinhos mas honrados.
Se há coisas que deleita as portuguesas mais ou menos analfabetas são essas revistas de fofoquice tipo «Caras», «Vip» ou «Lux», sucedâneas da velha «Crónica Feminina» ou «Maria», mas mais ilustradas e em papel couché, exibindo as damas do nosso mini jet set, em recepções e festas de clube, a mostrar, tanto quanto lhes é possível, a bela mama e o belo coxame.
Por pouco mais de 1 euro, a peixeira ou a mulher da hotaliça podem deleitar-se a deitar o olho invejoso às Dadinhas, Kikas, Nichas, Michas e Picuchas, Bebecas, Bijucas, Manuchas e Xaxões, cujos caminhos, infelizmente, não se cruzam com o seu.
Enquanto as outras revistas, género suplemento dominical do «Correio da Manhã» compram, às agências, fotos de gajas seminuas para encher o olhinho lúbrico do leitor, a «Caras», a «Vip» ou a «Lux», fazem esse número, mas com maior dignidade, recorrendo a senhoras finas que não são propriamente putas assumidas e matriculadas.
Em vez de ninfetas desconhecidas e putéfias ordinárias, presenteia-nos com uma opulenta galeria de senhoras-bem, portadoras de nomes ilustres e sonantes.
Elas são Távoras, Lencastres, Taroucas; Pinto Basto, Ortigão Ramos e Sousa Lara; são Avilez, Vaz Pinto, Vasconcellos, Van Zeller e Champalimaud – a nata. Assim se marca a diferença.
Além de que essas revistas não enganam ninguém. Não se limitam, a mencionar os nomes ilustres e a retratar o porte aristocrático e senhorial das damas, propondo uma visão recatada no estilo da «HoIa» espanhola – nada disso. Fazem jogo limpo e mostram-nos carne; por vezes, excelente carne.
Temos debaixo dos olhos um número, com uma bonita reportagem da tradicional festa do champanhe no TClube – que fartote, meu Deus!
Um tipo nem sabe para onde olhar. Cada página é um festival de bocas, mamas, coxas e cus que se oferecem aos nossos olhos cúpidos.
Chato é que metam, também, os maridos nessas fotos, pois têm, todos, umas desgostantes caras de corno manso.
Por pouco mais de 1 euro, a peixeira ou a mulher da hotaliça podem deleitar-se a deitar o olho invejoso às Dadinhas, Kikas, Nichas, Michas e Picuchas, Bebecas, Bijucas, Manuchas e Xaxões, cujos caminhos, infelizmente, não se cruzam com o seu.
Enquanto as outras revistas, género suplemento dominical do «Correio da Manhã» compram, às agências, fotos de gajas seminuas para encher o olhinho lúbrico do leitor, a «Caras», a «Vip» ou a «Lux», fazem esse número, mas com maior dignidade, recorrendo a senhoras finas que não são propriamente putas assumidas e matriculadas.
Em vez de ninfetas desconhecidas e putéfias ordinárias, presenteia-nos com uma opulenta galeria de senhoras-bem, portadoras de nomes ilustres e sonantes.
Elas são Távoras, Lencastres, Taroucas; Pinto Basto, Ortigão Ramos e Sousa Lara; são Avilez, Vaz Pinto, Vasconcellos, Van Zeller e Champalimaud – a nata. Assim se marca a diferença.
Além de que essas revistas não enganam ninguém. Não se limitam, a mencionar os nomes ilustres e a retratar o porte aristocrático e senhorial das damas, propondo uma visão recatada no estilo da «HoIa» espanhola – nada disso. Fazem jogo limpo e mostram-nos carne; por vezes, excelente carne.
Temos debaixo dos olhos um número, com uma bonita reportagem da tradicional festa do champanhe no TClube – que fartote, meu Deus!
Um tipo nem sabe para onde olhar. Cada página é um festival de bocas, mamas, coxas e cus que se oferecem aos nossos olhos cúpidos.
Chato é que metam, também, os maridos nessas fotos, pois têm, todos, umas desgostantes caras de corno manso.